Universo Paralelo
quarta-feira, 22 de junho de 2011
sexta-feira, 3 de abril de 2009
He's the reason for the teardrops on my guitar
Ele quase nem nota que eu existo. É como passar por uma parede branca e vazia, como se não houvesse nenhuma pintura nela. Os seus passos tão belos e elegantes, passam na minha frente tão encatadores quantos os seus belos olhos azuis, os quais olham diretamente pra frente, e não ousam virar-se, nem por um minuto, para ver o quanto meus olhos brilham ao te ver passar. É como se eu parasse no tempo. Os seus braços balançam suavemente enquanto voce caminha pelos corredores. Isso prende minha atenção, quase não respiro. Mas voce nem repara em mim. Todos os dias, fico na espera do seu olhar se encontrar com o meu. Nem que seja por um segundo. Mas minhas esperanças se vão junto com seus passos calmos em direção a saída.
Não quis passar a minha tarde na biblioteca da escola, resolvi ir para casa, e estudar por lá mesmo. Ao invés de pegar o ônibus resolvi ir caminhando. Estava um lindo dia, o sol não estava tão forte, e havia flores muito bonitas pelo caminho. Fui caminhando pela estradinha vazia, tranquila, serena. Rodeada de fazendas, todas cheias de animais e flores de todos os tipos. Era lindo. Olhei para o final da estrada e vi uma coisa que me chamou muito a atenção. Era um campo enorme de girassóis o qual eu nunca havia visto, ou prestado a atenção. Ao invés de virar a esquerda e seguir rumo a minha casa, resolvi ir até o final, passear um pouco entre os girassóis. Enfim, quando me aproximei, vi uma figura estranhamente familiar. Mas era esquisito, pois eu nunca estivera ali. Resolvi me aproximar. Era uma homem, alto, forte e com uma face de desprezo. Apesar de todo aquele rancor, não senti medo. Segui em frente, cuidando muito para não estragar os girassóis. Foi quando tropecei, e caí no meio deles. Levantei-me ligeiramente, batendo as mãos nos joelhos para tirar a terra. Quando olhei pra frente a figura havia desaparecido. Olhei em volta e não havia refúgio. Era só um enorme campo de girassóis. Não havia casa, cabana, nada. Fiquei um pouco assustada e resolvi voltar pra casa.
Preparei um lanche, sentei-me na varanda e pensei sobre o que havia acontecido naquela tarde. Era estranho acreditar que realmente havia alguém ali. Comecei a cogitar a possibilidade de estar vendo coisas. Um vulto ou até algum pássaro, algo que estivesse ali e parecesse, ao longe, com a imagem de um homem. Era ridículo pensar assim, pois eu vi os grandes e lindos olhos do homem, de estatura alta, o qual me olhava muito profundamente, como se pudesse enxergar a minha alma, ou os meus pensamentos. Quando dei por mim, o anoitecer já se aproximava, e meu pai estava prestes a chegar. Levantei-me da cadeira de balanços e fui até a cozinha, preparar um jantar. Comi pouco e quieta. Quando terminei, levantei da mesa, lavei meu prato e fui para meu quarto. Iria ler um pouco, mas o sono bateu e então resolvi dormir.
Foi uma noite tranquila, a não ser por um sonho. Um sonho que me incomodou um pouco. Era o campo de girassóis, só que à noite. Todas as flores estavam baixas, pareciam que estavam dormindo. E lá estava a figura. A imagem do homem, belo, rude, incrível, abominável. A minha curiosidade nascia dos meus nervos, e caminhava direto pro meu coração, fazendo-o acelerar. Fui correndo na direção dele e quando cheguei perto... Acordei num pulo, sem conseguir enxergar seu rosto. Me decepcionei tanto, sentei na cama e não dormi o resto da noite.
No dia seguinte, lá estava eu, novamente pelos corredores da escola, na esperança do seu olhar. Mas não vi, nem seus belos olhos azuis, nem voce. Fiquei um tanto preocupada mas, decidi me acalmar, afinal, era apenas um dia. Mas, tudo seguiu exatamente igual durante o resto da semana. Ele não ia para a escola, e o campo estava vazio. Não hesitava em passar na frente dele. Tudo o que eu queria era ver aquela imagem novamente e poder descobrir quem era aquele ser, o qual era tão misterioso e tão encantador. Mas esperei em vão. Passou uma semana e não mais vi ninguém no campo.
Comecei a passar e nem notar. Mas um dia, duas semanas depois da primeira aparição, vi uma coisa que realmente chamou minha atenção. O campo de girassóis havia desaparecido. O enorme campo de girassóis o qual eu me contentava em procurar a imagem e o qual eu sonhava com ela, havia sumido. Como arrancar uma árvore ou uma simples erva-daninha do jardim. Não havia vestígios de girassóis no chão. Não havia nada. Havia apenas uma grama bem verde e viva, como se estivesse ali a anos. Caí de joelhos no chão e então as minhas mãos começaram a procurar vestígios, pedaços de sementes de girassol no chão. Mas não tinha nada. Era como se nunca tivesse existido um campo ali. Voei para casa, me tranquei no meu quarto e comecei a pensar. Não passou muito tempo, e adormeci. Sonhei novamente com o campo. O campo mesmo, todos os girassóis lá, e a imagem, na minha frente. Bem na minha frente. A 1 metro de mim, olhava para o chão como se tivesse vergonha. Dei um passo a frente, e então a figura ligeiramente olhou nos meus olhos e eu vi. Vi seu rosto. Seu belo rosto, que agora, de perto, me parecia simpático e acolhedor. Lindos cabelos castanho claro, enroladinhos em caichinhos médios, que o faziam parecer um anjo. Embaixo dos seus cachos, lindos olhos azuis, envolto em traços perfeitos que desenhavam uma feição maravilhosa. É lógico que reconheci, era ele. O garoto o qual passava tão ligeiro e gracioso por mim, nos corredores da escola. E finalmente, aqueles belos olhos se encontram com os meus, e ele disse:
- Sophia! - me surpreendi ao ver que ele sabia meu nome - Todos os dias, eu passava por voce, tão depressa, pra poder chegar aqui a tempo de voce conseguir me ver ao menos uma vez. Mas voce nunca olhava. Passava de ônibus e nem ligava. Ou então, nem aparecia. Ficava na escola com suas tarefas e deveres, que nem se importava. A primeira vez em que passou e me viu, eu fiquei tão apavorado que me abaixei e me escondi de voce. Não devia ter feito isso, mas, eu me desesperei. Só queria que soubesse, que te amo, e estarei te esperando hoje, logo depois da aula, no campo de girassóis. Até lá.
Ele virou as costas e saiu andando. Foi quando acordei. Assustada. Olhei na janela e já era de manhã. Me apressei a levantar, me troquei, tomei meu café e corri para a escola. As horas pareciam se arrastar. Mas, de repente, me veio algo na cabeça. Aquilo era apenas um sonho. Um coisa que meu subconsciente projetara. Afinal, não existia mais o campo de girassóis. Eu estava realmente ficando louca, não tinha motivos pra eu imaginar que aquilo fosse verdade. Decidi não me preocupar. Bateu o sinal, saí normalmente e vi, ele passar tão rápido que nem pude ver os seus belos olhos ou seu lindo caminhar. Resolvi voltar de ônibus.
Fui caminhando até a saída, e então ouvi uma voz chamar meu nome.
- Sophia!! Sophia querida! Espere. Preciso falar-lhe! - era minha professora de literatura. Provavelmente queria me indicar algum livro - Sophia, queria lhe dar os parabéns por sua ótima redação. E em nome de todos no colégio, queremos que aceite o nosso convite para ir representar a escola no concurso de literatura que terá final do ano.
Fiquei meio surpresa mas aceitei o convite. Ela virou as costas e eu continuei caminhando. Quando abri a porta da escola para sair, vi o ônibus passar, na minha frente. Eu tinha perdido minha carona. A única solução era caminhar. Peguei a tão conhecida estradinha das fazendas. E nem me importei em olhar para o final dela, pois sabia que nada teria lá. Andei olhando para o chão e chutando as pedrinhas que eu encontrava. Mas de repende, um clarão iluminou meu rosto, ergui a cabeça e lá estava, o campo de girassóis. Intacto. Larguei a mochila no chão e disparei em direção e então vi a figura. A imagem. Estava de costas, e ao ouvir o movimento dos girassóis se balançando, ele se virou. E era ele. A imagem do meu sonho. O tão esperado olhar, o tão lindo cabelo cacheado. Os traços perfeitos. Ele correu até mim e com um brilho no sorriso disse:
- Sophia! Pensei que voce não viesse - ele segurou as minha bochechas delicadamente com uma mão, e acariciou as maçãs do meu rosto. Fechei os olhos e então ele me beijou. Quando os abri, ele olhou pra mim, que estava em estado de choque. Ele deu um sorriso de canto e disse as palavras que jamais irei esquecer:
-Não sabe por quanto tempo esperei por isso, Sophia! Espero nunca mais ter que ficar longe de voce de novo. Quero que saiba que te amo e que se depender de mim, ficaremos juntos. PRA SEMPRE!
Não quis passar a minha tarde na biblioteca da escola, resolvi ir para casa, e estudar por lá mesmo. Ao invés de pegar o ônibus resolvi ir caminhando. Estava um lindo dia, o sol não estava tão forte, e havia flores muito bonitas pelo caminho. Fui caminhando pela estradinha vazia, tranquila, serena. Rodeada de fazendas, todas cheias de animais e flores de todos os tipos. Era lindo. Olhei para o final da estrada e vi uma coisa que me chamou muito a atenção. Era um campo enorme de girassóis o qual eu nunca havia visto, ou prestado a atenção. Ao invés de virar a esquerda e seguir rumo a minha casa, resolvi ir até o final, passear um pouco entre os girassóis. Enfim, quando me aproximei, vi uma figura estranhamente familiar. Mas era esquisito, pois eu nunca estivera ali. Resolvi me aproximar. Era uma homem, alto, forte e com uma face de desprezo. Apesar de todo aquele rancor, não senti medo. Segui em frente, cuidando muito para não estragar os girassóis. Foi quando tropecei, e caí no meio deles. Levantei-me ligeiramente, batendo as mãos nos joelhos para tirar a terra. Quando olhei pra frente a figura havia desaparecido. Olhei em volta e não havia refúgio. Era só um enorme campo de girassóis. Não havia casa, cabana, nada. Fiquei um pouco assustada e resolvi voltar pra casa.
Preparei um lanche, sentei-me na varanda e pensei sobre o que havia acontecido naquela tarde. Era estranho acreditar que realmente havia alguém ali. Comecei a cogitar a possibilidade de estar vendo coisas. Um vulto ou até algum pássaro, algo que estivesse ali e parecesse, ao longe, com a imagem de um homem. Era ridículo pensar assim, pois eu vi os grandes e lindos olhos do homem, de estatura alta, o qual me olhava muito profundamente, como se pudesse enxergar a minha alma, ou os meus pensamentos. Quando dei por mim, o anoitecer já se aproximava, e meu pai estava prestes a chegar. Levantei-me da cadeira de balanços e fui até a cozinha, preparar um jantar. Comi pouco e quieta. Quando terminei, levantei da mesa, lavei meu prato e fui para meu quarto. Iria ler um pouco, mas o sono bateu e então resolvi dormir.
Foi uma noite tranquila, a não ser por um sonho. Um sonho que me incomodou um pouco. Era o campo de girassóis, só que à noite. Todas as flores estavam baixas, pareciam que estavam dormindo. E lá estava a figura. A imagem do homem, belo, rude, incrível, abominável. A minha curiosidade nascia dos meus nervos, e caminhava direto pro meu coração, fazendo-o acelerar. Fui correndo na direção dele e quando cheguei perto... Acordei num pulo, sem conseguir enxergar seu rosto. Me decepcionei tanto, sentei na cama e não dormi o resto da noite.
No dia seguinte, lá estava eu, novamente pelos corredores da escola, na esperança do seu olhar. Mas não vi, nem seus belos olhos azuis, nem voce. Fiquei um tanto preocupada mas, decidi me acalmar, afinal, era apenas um dia. Mas, tudo seguiu exatamente igual durante o resto da semana. Ele não ia para a escola, e o campo estava vazio. Não hesitava em passar na frente dele. Tudo o que eu queria era ver aquela imagem novamente e poder descobrir quem era aquele ser, o qual era tão misterioso e tão encantador. Mas esperei em vão. Passou uma semana e não mais vi ninguém no campo.
Comecei a passar e nem notar. Mas um dia, duas semanas depois da primeira aparição, vi uma coisa que realmente chamou minha atenção. O campo de girassóis havia desaparecido. O enorme campo de girassóis o qual eu me contentava em procurar a imagem e o qual eu sonhava com ela, havia sumido. Como arrancar uma árvore ou uma simples erva-daninha do jardim. Não havia vestígios de girassóis no chão. Não havia nada. Havia apenas uma grama bem verde e viva, como se estivesse ali a anos. Caí de joelhos no chão e então as minhas mãos começaram a procurar vestígios, pedaços de sementes de girassol no chão. Mas não tinha nada. Era como se nunca tivesse existido um campo ali. Voei para casa, me tranquei no meu quarto e comecei a pensar. Não passou muito tempo, e adormeci. Sonhei novamente com o campo. O campo mesmo, todos os girassóis lá, e a imagem, na minha frente. Bem na minha frente. A 1 metro de mim, olhava para o chão como se tivesse vergonha. Dei um passo a frente, e então a figura ligeiramente olhou nos meus olhos e eu vi. Vi seu rosto. Seu belo rosto, que agora, de perto, me parecia simpático e acolhedor. Lindos cabelos castanho claro, enroladinhos em caichinhos médios, que o faziam parecer um anjo. Embaixo dos seus cachos, lindos olhos azuis, envolto em traços perfeitos que desenhavam uma feição maravilhosa. É lógico que reconheci, era ele. O garoto o qual passava tão ligeiro e gracioso por mim, nos corredores da escola. E finalmente, aqueles belos olhos se encontram com os meus, e ele disse:
- Sophia! - me surpreendi ao ver que ele sabia meu nome - Todos os dias, eu passava por voce, tão depressa, pra poder chegar aqui a tempo de voce conseguir me ver ao menos uma vez. Mas voce nunca olhava. Passava de ônibus e nem ligava. Ou então, nem aparecia. Ficava na escola com suas tarefas e deveres, que nem se importava. A primeira vez em que passou e me viu, eu fiquei tão apavorado que me abaixei e me escondi de voce. Não devia ter feito isso, mas, eu me desesperei. Só queria que soubesse, que te amo, e estarei te esperando hoje, logo depois da aula, no campo de girassóis. Até lá.
Ele virou as costas e saiu andando. Foi quando acordei. Assustada. Olhei na janela e já era de manhã. Me apressei a levantar, me troquei, tomei meu café e corri para a escola. As horas pareciam se arrastar. Mas, de repente, me veio algo na cabeça. Aquilo era apenas um sonho. Um coisa que meu subconsciente projetara. Afinal, não existia mais o campo de girassóis. Eu estava realmente ficando louca, não tinha motivos pra eu imaginar que aquilo fosse verdade. Decidi não me preocupar. Bateu o sinal, saí normalmente e vi, ele passar tão rápido que nem pude ver os seus belos olhos ou seu lindo caminhar. Resolvi voltar de ônibus.
Fui caminhando até a saída, e então ouvi uma voz chamar meu nome.
- Sophia!! Sophia querida! Espere. Preciso falar-lhe! - era minha professora de literatura. Provavelmente queria me indicar algum livro - Sophia, queria lhe dar os parabéns por sua ótima redação. E em nome de todos no colégio, queremos que aceite o nosso convite para ir representar a escola no concurso de literatura que terá final do ano.
Fiquei meio surpresa mas aceitei o convite. Ela virou as costas e eu continuei caminhando. Quando abri a porta da escola para sair, vi o ônibus passar, na minha frente. Eu tinha perdido minha carona. A única solução era caminhar. Peguei a tão conhecida estradinha das fazendas. E nem me importei em olhar para o final dela, pois sabia que nada teria lá. Andei olhando para o chão e chutando as pedrinhas que eu encontrava. Mas de repende, um clarão iluminou meu rosto, ergui a cabeça e lá estava, o campo de girassóis. Intacto. Larguei a mochila no chão e disparei em direção e então vi a figura. A imagem. Estava de costas, e ao ouvir o movimento dos girassóis se balançando, ele se virou. E era ele. A imagem do meu sonho. O tão esperado olhar, o tão lindo cabelo cacheado. Os traços perfeitos. Ele correu até mim e com um brilho no sorriso disse:
- Sophia! Pensei que voce não viesse - ele segurou as minha bochechas delicadamente com uma mão, e acariciou as maçãs do meu rosto. Fechei os olhos e então ele me beijou. Quando os abri, ele olhou pra mim, que estava em estado de choque. Ele deu um sorriso de canto e disse as palavras que jamais irei esquecer:
-Não sabe por quanto tempo esperei por isso, Sophia! Espero nunca mais ter que ficar longe de voce de novo. Quero que saiba que te amo e que se depender de mim, ficaremos juntos. PRA SEMPRE!
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