quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Everyone! Everyone around here! Everyone is so near! What's going on?


- Chamem uma ambulância! Rápido!!!
- Ela está muito ferida!Acho que bateu a cabeça, está sangrando demais.
- Acho que não sobreviverá.
- O que? - acordei.. dando um grito na cama. Olhei em volta e tudo parecia normal. Meu quarto, minha cama, minha janela. Minha cabeça parecia normal e eu, sem nenhum ferimento - Foi só um sonho! - disse a mim mesma, me acalmando. Levantei, meio atordoada e fui até a cozinha tomar um copo de água. Eu sabia que aquela noite seria impossível eu voltar a dormir então tomei um calmante e fui me deitar.
Acordei de manhã muito disposta, como se nada tivesse acontecido a noite. Me levantei, fui tomar banho e desci para preparar meu café. Era tudo normal, como um dia normal. A mesma rotina. Peguei minha bolsa e parti para o serviço. Na verdade o meu serviço era fotografar. Não era bem um serviço, era uma paixão mesmo. Eu amava fotografar. Era minha vida. Eu parava no centro da cidade e fotografava o casal de velhinhos sentados no banco, de mãos dadas. O casal de jovens se beijando. Os pais com seus filhos. Minhas lentes estavam sempre atentas nas coisas mais perfeitas que estavam ali. Foi quando eu ouvi uma freiada brusca e um barulho que me fez dar um salto pra trás.Olhei em volta, procurando da onde havia vindo aquele estrondo. Foi quando eu vi uma moto caída no chão e um carro todo amassado na parte da frente, próximo a moto. Saí correndo em direção a multidão que se formava em volta do acidente. Quando cheguei mais perto vi uma moça, jovem, caída no chão.
- Chamem uma ambulância! Rápido!!! - Gritou o motorista, saindo desesperado do carro.
- Ela está muito ferida!Acho que bateu a cabeça, está sangrando demais.- replicou uma moça que estava por perto.
- Acho que não sobreviverá. - disse, abalado, um rapaz que estava abaixado do lado dela.
Nessa hora eu senti um arrepio. Uma espécie de Déjà vu. Olhei assustada para a moça no chão. E então ela retribuiu o meu olhar, e ficou ali, olhando, diretamente nos meus olhos. E para me surpreender mais ainda ela disse, num esforço visível, olhando pra mim.
- Marian? - ela apontou pra mim. Eu olhei pra trás, confusa. Como ela sabia meu nome?
Um pouco insegura, respondi.
- Sou eu.
E sem dizer mais nenhuma palavra, ela fechou os olhos, e se foi. Senti um arrepio estranho, mas nem dei bola. Resolvi ir embora.
Chegando em casa, fui encher a banheira para tomar um banho e relaxar. Tirei a roupa e me acomodei naquela água quente. Foi quando eu ouvi um grito desesperado.
- Por favor Marian. NÃO!
Assustada eu me sentei dentro da banheira e fiquei olhando para a porta. Paralizada. Peguei minha toalha e me levantei da banheira, lentamente, sem tirar os olhos da porta. Fui andando em direção ao corredor. Chegando nele, eu vi, perto da porta da cozinha, alguem, parado, de costas pra mim, olhando para o além. Não reconheci quem era, tinha cabelos bem escuros e a pele muito clara. Era uma mulher. Dava para ver o desenho perfeito do seu corpo por trás de uma camisola branca. Ao dar um passo pra frente, a tábua do chão rangeu e ela olhou pra mim. Fiquei completamente apavorada, não sabia se saía correndo ou se a chamava para conversar. Então ela começou a andar na minha direção. Enfim, ela disse.
- Olá Marian! Não lembra de mim?
Eu fiquei completamente imóvel, e conforme ela foi se aproximando eu pude reconhecê-la. Era a minha mãe. Eu não entendia como ela estava ali, pois ela havia morrido quando eu tinha 14 anos. Eu fiquei chocada. E senti uma lágrima escorrer.
- Calma Marian! Não vou lhe machucar. Sou eu. Sua mãe. Só quero lhe perguntar uma coisa.
Disse ela novamente com um sorriso nos lábios.
- Po.. po.. pois diga! - disse eu, me esforçando para as palavras saírem perfeitamente, mas, acabei gaguejando.
- Lembra daquela moça do acidente? - ela apontou pro lado, e eu vi perto da janela outra pessoa parada, olhando pra mim. - Ela veio lhe falar.. Não precisa ter medo minha filha, ela não vai lhe machucar.
- Oi Marian! Sou Anne! - disse ela, virando-se para minha mãe. - Sam, poderia nos dar licença?
Minha mãe fez um sinal positivo com a cabeça e sumiu. A feição suave e encantadora que estava no rosto dela sumiu. Ela olhou mortalmente nos meus olhos. - Voce sabia que eu ia morrer. Voce sabia que eu sofreria um acidente. Custava ter me ajudado?
- Mas eu nem te conhecia. Aliás, ainda não te conheço. Desculpe Anne, mas eu nem sabia. Até um pouco antes de voce morrer eu pensei que era apenas um sonho.Ou então que o acidente aconteceria comigo.
Ela continuou olhando pra mim e sumiu. Aquilo realmente teria acontecido? Ou era mais um sonho? Eu estava completamente maluca. Fui me deitar.
4 da manhã.Algo estava diferente. Quis continuar deitada mas minhas pernas pareciam que não queriam. Elas saíram sozinhas da cama e eu não compreendia. Não tinha forças para puxá-las de novo. Levantei e fui caminhando lentamente pela casa. Mas, espera aí.. eu ainda estava dormindo. Como isso podia acontecer? Continuei caminhando até chegar na porta da sacada. Subi no parapeito... e uma força sobre-humana fez meu corpo se jogar pra frente, quase caindo.
- Por favor Marian. NÃO! - alguém gritou.
Olhei para trás e vi minha mãe parada, olhando pra mim, desesperada. Mas já era tarde. A mesma força voltou e dessa vez foi fatal. Voei. Voei até a calçada. A única coisa de que eu me lembrava era do desespero. E de Anne. Só ouvi o meu corpo batendo no chão, e depois, senti uma mão pesada e fria nas minha costas. E uma voz cruel, fria e irônica disse, com um sorriso malicioso.
- Quer ajuda?

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Because tonight will be the night that I will fall for you

Melancolia. Tudo o que podia acontecer no seu dia te distrói.Até mesmo as coisas boas. O mundo diminui, esvazia, e parece que todo o seu tempo vivido aqui não valeu de nada. As pessoas parecem não me notar agora. Ou sou eu que não percebi que elas nunca me notaram? Tudo parece tão diferente do que é. Mais complicado do que realmente aparenta ser.
Os meses passam como um relâmpago, mas para mim é como se não tivesse saído nunca daquela noite, em que estávamos tão perto e longe ao mesmo tempo. O nosso amor era como uma coisa imensa. Uma coisa inexplicável. Tínhamos um ao outro, nos amávamos, éramos perfeitamente perfeitos. Sonhávamos com casa, família, filhos, quarto rosa se fosse menina e azul se fosse menino. Os nomes seriam Sophia para menina e Thomas para menino. Ambos éramos apaixonados pelas mesmas coisas. Acho que por isso nos dávamos tão bem. Era como se um completasse o outro. Naquela noite, a melhor coisa foi que estávamos muito próximos. Muito amáveis, e muito compreensíveis. Resolvemos sair, para namorar um pouco, e fomos a um restaurante no centro da cidade. Comemos alguma coisa e saímos. Era tudo tão perfeito que não tinha explicação mais perfeita para aquilo que intensamente perfeito. Pegamos o carro e fomos embora. No carro continuamos sempre com as nossas histórias. Filhos, casa, família, férias na praia, chácaras, clubes, reunião dos pais. Era como um conto de fadas real e moderno.
Andando tranquilamente na rua, dentro do carro, voltando para nossa casa, eu olhava todas aquelas casas, grandes ou pequenas, e me imaginava dentro delas. Com a familia na mesa - meu grande amor, e meus dois filhos -, eu servindo o jantar, toda animada. Depois eu os pegava e os colocava na cama para dormir, contava uma história. Era apenas isso que eu queria. Isso que eu desejava. Ter uma família com o homem que eu mais amo na minha vida. Paramos no sinaleiro fechado e ficamos conversando, trocando idéias e fantasias, sonhos e realidades. Nos olhamos profundamente, por uns 10 segundos, e de repente, uma lágrima saiu dos meus olhos e desceu pelo meu rosto até morrer na minha boca. Ele olhou pra mim, assustado, e quis saber o que havia acontecido, mas realmente nem eu sabia. Era uma angústia, um aperto no peito que era inexplicavel. Ele soltou um sorriso lindo tentando me acalmar.O sinal abriu e ele, ainda com sorriso nos lábios, avançou com o carro. Foi a ultima vez que vi o sorriso mais lindo em toda a minha vida. Quando ele entrou com a frente do carro no cruzamento, veio um carro na contra mão e bateu em cheio na lateral do nosso. Eu desmaiei. Acordei no hospital, sem ao menos lembrar ou saber o que tinha acontecido com ele. No fundo eu sabia, mas não queria aceitar.
Tudo que eu havia conquistado até aquele momento, foi por água abaixo. Afundou. Acabou. Virou pó. Nada restou. Somente eu. Sozinha nesse mundo, sem o grande amor da minha vida. O desespero tomou conta de mim, eu realmente não sabia o que fazer, eu precisava do meu homem do meu lado, pra me acolher, me proteger, brigar comigo quando fosse necessário. Mas eu nunca mais iria vê-lo. NUNCA MAIS. Isso era tão injusto. Eu nem ao menos pude me despedir dele. Ele simplesmente me deixou. Me abandonou. Me deixou apodrecendo aqui. Como um NADA.
Levantei minha cabeça do travesseiro e vi minha mãe sentada na poltrona, chorando. Eu fiquei sem entender qual era o motivo pelo qual ela estava chorando, ja que eu estava viva. Foi quando eu senti algo que eu nunca havia sentido. Levantei o lençol e vi.. vi que.. eu estava sem as minhas duas pernas. Sim. Sem elas. Elas não estavam ali. Havia apenas uma faixa na altura dos meus joelhos e pra baixo não havia nada, somente o lençol. A maca. Eu me desesperei. Entrei em pânico. Já não bastava o meu marido, agora as minhas pernas? O que mais Deus pretendia tirar de mim? O que mais? Eu pensava que tudo estava acabado. Que nada podia piorar. Foi quando o médico entrou na sala, com uns papéis na mão. Ele olhou fundo nos meus olhos e disse que eu perdi.Fiquei completamente confusa. O que eu perdi? O meu marido? As minhas pernas? Sim. Isso eu ja sabia. Mas foi quando ele abriu o papel e lá dizia que eu estava grávida a 1 mês, e que havia perdido meu filho no acidente. Eu acho que realmente só a morte poderia aliviar a minha dor. Ou a melancolia que foram os meus dias, sem ele.
O mundo pode ser um ótimo lugar pra se viver. Mas não depende só de voce. Depende de todos a sua volta. Principalmente aqueles que voce nem imagina que possam te fazer mal. Ame uma pessoa como se ela nunca mais fosse voltar pra voce. Mesmo que voce saiba que daqui a 10 minutos vai vê-la novamente na sua frente. Porque, eu achava que 10 minutos depois eu estaria com ele, na minha casa, FELIZ.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

And when all security fails will you be there to help me through?



- Voce disse que estaria sempre ao meu lado - eu disse, completamente em lágrimas, olhando profundamente nos olhos dele.
E como se eu realmente não tivesse dito nada, ele virou as costas e saiu. Deixando um silêncio gritante que apavorava os meus ouvidos. Era como se eu ouvisse repetidas vezes aquelas palavras dolorosas. Elas gritavam e sacudiam o meu cérebro como um terremoto, um tornado, insistindo em dizer várias vezes: "EU NUNCA TE AMEI! EU NUNCA TE AMEI! EU NUNCA TE AMEI!". Aquilo ecoava na minha cabeça e fazia com que tudo parecesse tão frio, fechado, escuro e SOZINHO. Nada era reconfortante. Nada era familiar. Nada era bom ali. O mundo agora pra mim era um lugar vazio. Profundamente vazio. Insignificante.
Passou uma semana, duas, até três semanas, e nem sinal dele. Eu queria acreditar que tudo não passou de um pesadelo ou um grande engano, e que ele voltaria correndo pros meus braços. Mas no fundo eu sabia que não era verdade. O relógio caminhava como se estivesse me provocando. Os segundos pareciam horas, e o tic tac era como uma escola de samba pra mim. Aquilo me angustiava, eu não suportava mais nada naquela casa. Eu tinha que sair. Mas... pra onde?
Então, sem ter pra onde ir, fiquei ali mesmo. Cogitando a possibilidade de me matar com uma faca, cortar meus pulsos ou me enforcar. Estava prestes a me levantar da cama pra ir até a gaveta pegar uma tesoura, quando... A campainha tocou. O som da campainha me fez arrepiar dos pés a cabeça. O sangue ferveu nas minhas veias e eu disparei pra porta. A cara amassada e inchada de tanto chorar. Na verdade, eu não tinha tanta esperança que pudesse ser ele. Afinal ja havia se passado 3 semanas. Ele nunca iria voltar. Ele disse que não me amava mais. Quer dizer, nunca me amou.
Ao abrir a porta, dei um pulo pra trás ao ver a imagem da pessoa que estava diante dela. Fiquei assustada ao ver aqueles belos olhos castanhos, aquele rosto perfeito e seus braços fortes segurando uma linda flor. Uma única flor, mas que era a mais bela de todas. Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa ele olhou nos meus olhos e disse:
- Me perdoe por tudo que eu lhe fiz. E principalmente pelo que lhe disse. Nunca foi minha intenção te magoar. Eu realmente te amo e queria que tu me ouvisse.
Fiquei sem ação,logo, não respondi nada. Ele continuou.
- A cada dia que passei longe de ti foi como um castigo pra mim. Estava sem coragem de vir aqui lhe dizer isso pois achei que nunca me perdoaria. Mas agora que estou aqui, preciso lhe dizer o que está engasgado aqui. Por favor, eu te amo mais do que poderia amar qualquer pessoa no mundo. E quero lhe pedir isso, e quero que pense muito bem. - Falando isso ele se ajoelhou. segurou minha mão e disse num tom tão doce, que eu estava quase desmoronando - Quer casar comigo?
Eu congelei. Não tive ação. Não tive resposta. Tentei falar mas as palavras pareciam engasgadas. Ele ficou me olhando como que se esperasse um sim... temendo um não.. ou quem sabe um "preciso pensar". Mas não. Eu não conseguia. Eu não podia perder aquela chance. Parei um segundo, envolvida em meus pensamentos. E como se eu tivesse absoluta certeza do que estava fazendo, eu respondi rapidamente.
-Desculpe, mas não posso.
Soltei minha mão da mão dele e bati a porta com força. Me sentei no sofá e não conseguia parar de rir. Era como se eu tivesse feito alguma piada ou pegadinha com alguém. Eu me senti bem por ter feito aquilo, mas não por maldade, mas sim, por ter feito a coisa certa. Ele sabia que eu o amava mais que minha própria vida, mas mesmo assim ele me deixou apodrecer por três semanas, para depois vir me dizer que estava arrependido. Eu sei que ele não me amava de verdade. Era só mais um de seus jogos. Eu sabia que no fundo o que ele mais queria, era me fazer sofrer. Novamente!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Hello hello is anyone home? Hello hello just pick up the phone



OOOOOOOOOOOOOee!! estou aqui de novo LALALA ! Na verdade só vim postar algo sobre uma coisa que tem deixado meus dias mais alegres,engraçados,divertidos ou sei lá o que quiserem achar!! Conheci uma rapazeada de um chat de PS3 !! podem chamar eles de nerds.. do que quiser.. mas eles são MARA!! pooorra piazada gente boa pacas.. adoro conversar com eles.. a gente fala sobre vários assuntos e eu aprendo muita coisa com eles, é óbvio !! HAHA' mas então.. vamos ver se me lembro de todos os nomes agora aqui.. a turma é basicamente essa: Leandro, Lauro, Adônis, Andrei, Cassio, W, Marcello, Max, Ichigo, Mario, Arthur, Nicka, Jaum, Renato,GameLoko,Walter. É acho que é isso! Se esqueci de alguem, por favor me falem que eu coloco aqui xD Mas isso ae genteee..fiz essa post só pra poder falar dos meus novos amiguinhos mesmo.. Me autorizaram a tirar print do chat xD mas a foto fico pequena por causa do blog mesmo ¬¬ !! Mas o que vale é a intençaãoo .. O print mais detalhado ta ali embaixoo :D se quiserem conferir
Beijos e até mais

I'm screaming "I love you so"

Queria poder acordar pela manhã e ver o seu rosto ao meu lado, com os olhos fechados, olhando para dentro de si, ou talvez sonhando, com algo que o faça feliz, e que obviamente não seria EU!
Depois que tu partiu, fiquei ociosa! Enquanto tu vivias nele, o mundo parecia um lugar inóspito demais pra mim. Era como se não restasse lugar para nós dois, num espaço tão vasto mas que pra mim parecia ficar mais estreito a cada pensamento que me levava à voce. Inexoravelmente decidi acabar com esse sofrimento, parar com essa dor que transborda e corre pelas minhas veias a ponto de sair em lágrimas pelos meus olhos inchados. A solução não era esquecê-lo.. Ninguém, nem mesmo Deus, seria capaz de me conceder tal júbilo. O problema era comigo.. exatamente comigo! Minha cabeça não tinha tal capacidade de deixar que ele escorresse da minha memória.. e sumisse do meu coração. A minha decisão foi a mais absurda possível.. e também a mais fiel.
O telefone tocou pela manhã. Atendi, desesperada e esperançosa, esperando ouvir sua voz do outro lado da linha, mas... Minhas esperanças se foram com o som feminino e desconhecido mencionando alguém o qual eu nunca havia ouvido falar. Era engano. Nem respondi a pessoa na linha,bati o telefone, arrasada. Peguei meu casaco depressa, calcei meus sapatos e saí.. sem rumo.. sem destino. Meus pensamentos todos voltados a voce. Minhas lágrimas se perdiam em meio as gotículas de água que caiam de um céu brabo, escuro e atormentador.
A dor aumentava a cada passo que eu dava num caminho que eu conhecia como a palma de minha mão. Era o trajeto até sua casa. Tentei desviar mas meus pés pareciam ter vontade própria e não me deixavam voltar, virar ou qualquer coisa que fosse para desviar desse caminho.
Sem prestar a atenção e sem porque, eu olhei no outro lado da rua e vi a imagem de um casal, abraçados e correndo da chuva. Paralizei, ao reconhecer aqueles traços perfeitos, um rosto lindo e o sorriso mais aberto e encantador que eu ja vira na vida. Era voce! O grande amor da minha! O motivo pelo qual eu estaria nesse sofrimento, arrasada, derrotada. De repente sua doce voz chamou meu nome, e um aceno embaçado surgiu na minha frente. Atormentada demais para pensar em minhas ações, eu me atirei na rua.
Vou lhes contar que a dor do impacto de um automóvel batendo na sua cintura, e depois o baque surdo do seu corpo caindo no chão, não doem tanto quanto a dor que eu senti nos meus ultimos instantes antes de tudo acabar mal.. ou bem!
Ouvi passos rapidos e desesperados correndo em minha direção e gritando meu nome! E nesse momento, minutos antes de partir, foi que ouvi as palavras que mais me fizeram bem: "Porque voce fez isso?Por favor,não me deixe! Eu te amo! "