quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

And when all security fails will you be there to help me through?



- Voce disse que estaria sempre ao meu lado - eu disse, completamente em lágrimas, olhando profundamente nos olhos dele.
E como se eu realmente não tivesse dito nada, ele virou as costas e saiu. Deixando um silêncio gritante que apavorava os meus ouvidos. Era como se eu ouvisse repetidas vezes aquelas palavras dolorosas. Elas gritavam e sacudiam o meu cérebro como um terremoto, um tornado, insistindo em dizer várias vezes: "EU NUNCA TE AMEI! EU NUNCA TE AMEI! EU NUNCA TE AMEI!". Aquilo ecoava na minha cabeça e fazia com que tudo parecesse tão frio, fechado, escuro e SOZINHO. Nada era reconfortante. Nada era familiar. Nada era bom ali. O mundo agora pra mim era um lugar vazio. Profundamente vazio. Insignificante.
Passou uma semana, duas, até três semanas, e nem sinal dele. Eu queria acreditar que tudo não passou de um pesadelo ou um grande engano, e que ele voltaria correndo pros meus braços. Mas no fundo eu sabia que não era verdade. O relógio caminhava como se estivesse me provocando. Os segundos pareciam horas, e o tic tac era como uma escola de samba pra mim. Aquilo me angustiava, eu não suportava mais nada naquela casa. Eu tinha que sair. Mas... pra onde?
Então, sem ter pra onde ir, fiquei ali mesmo. Cogitando a possibilidade de me matar com uma faca, cortar meus pulsos ou me enforcar. Estava prestes a me levantar da cama pra ir até a gaveta pegar uma tesoura, quando... A campainha tocou. O som da campainha me fez arrepiar dos pés a cabeça. O sangue ferveu nas minhas veias e eu disparei pra porta. A cara amassada e inchada de tanto chorar. Na verdade, eu não tinha tanta esperança que pudesse ser ele. Afinal ja havia se passado 3 semanas. Ele nunca iria voltar. Ele disse que não me amava mais. Quer dizer, nunca me amou.
Ao abrir a porta, dei um pulo pra trás ao ver a imagem da pessoa que estava diante dela. Fiquei assustada ao ver aqueles belos olhos castanhos, aquele rosto perfeito e seus braços fortes segurando uma linda flor. Uma única flor, mas que era a mais bela de todas. Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa ele olhou nos meus olhos e disse:
- Me perdoe por tudo que eu lhe fiz. E principalmente pelo que lhe disse. Nunca foi minha intenção te magoar. Eu realmente te amo e queria que tu me ouvisse.
Fiquei sem ação,logo, não respondi nada. Ele continuou.
- A cada dia que passei longe de ti foi como um castigo pra mim. Estava sem coragem de vir aqui lhe dizer isso pois achei que nunca me perdoaria. Mas agora que estou aqui, preciso lhe dizer o que está engasgado aqui. Por favor, eu te amo mais do que poderia amar qualquer pessoa no mundo. E quero lhe pedir isso, e quero que pense muito bem. - Falando isso ele se ajoelhou. segurou minha mão e disse num tom tão doce, que eu estava quase desmoronando - Quer casar comigo?
Eu congelei. Não tive ação. Não tive resposta. Tentei falar mas as palavras pareciam engasgadas. Ele ficou me olhando como que se esperasse um sim... temendo um não.. ou quem sabe um "preciso pensar". Mas não. Eu não conseguia. Eu não podia perder aquela chance. Parei um segundo, envolvida em meus pensamentos. E como se eu tivesse absoluta certeza do que estava fazendo, eu respondi rapidamente.
-Desculpe, mas não posso.
Soltei minha mão da mão dele e bati a porta com força. Me sentei no sofá e não conseguia parar de rir. Era como se eu tivesse feito alguma piada ou pegadinha com alguém. Eu me senti bem por ter feito aquilo, mas não por maldade, mas sim, por ter feito a coisa certa. Ele sabia que eu o amava mais que minha própria vida, mas mesmo assim ele me deixou apodrecer por três semanas, para depois vir me dizer que estava arrependido. Eu sei que ele não me amava de verdade. Era só mais um de seus jogos. Eu sabia que no fundo o que ele mais queria, era me fazer sofrer. Novamente!

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