Depois que tu partiu, fiquei ociosa! Enquanto tu vivias nele, o mundo parecia um lugar inóspito demais pra mim. Era como se não restasse lugar para nós dois, num espaço tão vasto mas que pra mim parecia ficar mais estreito a cada pensamento que me levava à voce. Inexoravelmente decidi acabar com esse sofrimento, parar com essa dor que transborda e corre pelas minhas veias a ponto de sair em lágrimas pelos meus olhos inchados. A solução não era esquecê-lo.. Ninguém, nem mesmo Deus, seria capaz de me conceder tal júbilo. O problema era comigo.. exatamente comigo! Minha cabeça não tinha tal capacidade de deixar que ele escorresse da minha memória.. e sumisse do meu coração. A minha decisão foi a mais absurda possível.. e também a mais fiel.

O telefone tocou pela manhã. Atendi, desesperada e esperançosa, esperando ouvir sua voz do outro lado da linha, mas... Minhas esperanças se foram com o som feminino e desconhecido mencionando alguém o qual eu nunca havia ouvido falar. Era engano. Nem respondi a pessoa na linha,bati o telefone, arrasada. Peguei meu casaco depressa, calcei meus sapatos e saí.. sem rumo.. sem destino. Meus pensamentos todos voltados a voce. Minhas lágrimas se perdiam em meio as gotículas de água que caiam de um céu brabo, escuro e atormentador.
A dor aumentava a cada passo que eu dava num caminho que eu conhecia como a palma de minha mão. Era o trajeto até sua casa. Tentei desviar mas meus pés pareciam ter vontade própria e não me deixavam voltar, virar ou qualquer coisa que fosse para desviar desse caminho.
Sem prestar a atenção e sem porque, eu olhei no outro lado da rua e vi a imagem de um casal, abraçados e correndo da chuva. Paralizei, ao reconhecer aqueles traços perfeitos, um rosto lindo e o sorriso mais aberto e encantador que eu ja vira na vida. Era voce! O grande amor da minha! O motivo pelo qual eu estaria nesse sofrimento, arrasada, derrotada. De repente sua doce voz chamou meu nome, e um aceno embaçado surgiu na minha frente. Atormentada demais para pensar em minhas ações, eu me atirei na rua.
Vou lhes contar que a dor do impacto de um automóvel batendo na sua cintura, e depois o baque surdo do seu corpo caindo no chão, não doem tanto quanto a dor que eu senti nos meus ultimos instantes antes de tudo acabar mal.. ou bem!
Ouvi passos rapidos e desesperados correndo em minha direção e gritando meu nome! E nesse momento, minutos antes de partir, foi que ouvi as palavras que mais me fizeram bem: "Porque voce fez isso?Por favor,não me deixe! Eu te amo! "
Linda post, parabéns *o*
ResponderExcluirgostei do texto ^^
ResponderExcluirAltos Texto Amy *-* Você ja pensou em fazer jornalismo?
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